Cirurgia Vascular e Endovascular

Dr. Ricardo Amaral Gurgel

Cirurgião Vascular e Endovascular
Especialista em Síndrome do Desfiladeiro Torácico
CRM 48602 SP

Diagnóstico preciso e tratamento especializado da Síndrome do Desfiladeiro Torácico — uma das condições vasculares mais subdiagnosticadas do Brasil. Se você teve dor no braço por anos sem explicação, pode estar no lugar certo.

95%
Casos são do tipo neurogênico
5+
Anos médios sem diagnóstico
3
Tipos distintos de SDT
1%
Forma arterial — mais grave

Atenção: Se você apresentar dor no peito repentina, fraqueza súbita em um lado do corpo ou fala arrastada, procure emergência imediatamente. Esses podem ser sinais de infarto ou AVC.

Entenda a condição

O que é a Síndrome do Desfiladeiro Torácico?

Um grupo de distúrbios causados pela compressão de nervos ou vasos sanguíneos entre o pescoço e o tórax — e que frequentemente passa anos sem diagnóstico.

Ilustração anatômica da Síndrome do Desfiladeiro Torácico mostrando clavícula, artéria subclávia, músculo subclávio, primeira costela, veia subclávia e plexo braquial

Anatomia do desfiladeiro torácico — estruturas que podem ser comprimidas

O desfiladeiro torácico é uma abertura anatômica entre o pescoço e o tórax por onde passam estruturas essenciais: o plexo braquial (nervos que vão do pescoço até a axila), a artéria subclávia e a veia subclávia.

Normalmente essa abertura é ampla o suficiente para permitir a passagem livre dessas estruturas. Mas certas variações anatômicas, lesões ou movimentos repetitivos podem estreitar esse espaço — comprimindo nervos e vasos.

Essa compressão causa dor, formigamento, dormência e outros sintomas na parte superior do corpo. A grande variedade de sintomas possíveis — que imitam hérnia de disco, síndrome do túnel do carpo e até angina — é o principal motivo pelo qual o diagnóstico costuma demorar anos.

Os tratamentos existem e funcionam: da fisioterapia à cirurgia de descompressão. O primeiro passo é chegar ao especialista certo.

Tipo mais comum — ~95%

SDT Neurogênica

Compressão do plexo braquial. Causa dor, formigamento e dormência no braço e mão. A maioria dos casos responde bem à fisioterapia, mas pode precisar de cirurgia.

SDT Venosa

Compressão da Veia Subclávia

Impede a drenagem do sangue do braço. Causa inchaço, peso e pode levar à formação de coágulos (síndrome de Paget-Schroetter). Geralmente requer cirurgia.

SDT Arterial — ~1%

Compressão da Artéria Subclávia

O tipo mais raro e mais grave. Reduz o fluxo de sangue ao braço, pode causar aneurisma ou coágulo. Quase sempre requer intervenção cirúrgica.

Reconheça os sinais

Sintomas da SDT

Os sintomas afetam um lado do corpo (pescoço, ombro, braço ou mão) e variam conforme o tipo de SDT.

🔥

Dor persistente

Dor surda no pescoço, ombro, peito ou braço que piora ao levantar o braço afetado. Diferente da angina, não piora ao caminhar.

Formigamento e dormência

Sensação de "agulhas" ou dormência nos dedos, especialmente ao manter o braço elevado por algum tempo — ao dirigir, digitar ou pentear o cabelo.

💪

Fraqueza no braço

Dificuldade de segurar objetos ou sensação de braço pesado, especialmente após atividades que exijam o uso dos ombros.

🫧

Inchaço e peso

Braço inchado com sensação de peso — sinal de comprometimento venoso. Veias mais aparentes na região do braço e ombro.

❄️

Mão fria ou pálida

Alteração de cor ou temperatura na mão e nos dedos — sinal de comprometimento arterial. Pode evoluir para feridas de difícil cicatrização.

🔄

Piora em certas posições

Sintomas que pioram com o braço elevado, ao carregar peso no ombro ou em movimentos repetitivos — e melhoram com o braço em repouso.

Complicações sem tratamento: Trombose da veia subclávia, inchaço e dor crônicos, gangrena por lesão arterial, úlceras isquêmicas nos dedos, danos permanentes aos nervos e embolia pulmonar. Não espere os sintomas melhorarem sozinhos. Procure avaliação médica especializada.

Entenda a origem

Causas e Fatores de Risco

A SDT pode ter origem congênita, traumática ou funcional — e frequentemente uma combinação dos três.

01

Causas Congênitas

Variações anatômicas com as quais você nasce, como costela cervical (uma costela extra próxima à primeira costela) ou anormalidades nos músculos e ligamentos do pescoço. Até 70% das costelas cervicais ocorrem em mulheres.

02

Causas Traumáticas

Lesões súbitas no pescoço e na parte superior do tórax, como traumatismo cervical em acidentes de carro, quedas ou impactos diretos na região do ombro.

03

Causas Funcionais

Movimentos repetitivos que irritam as estruturas do desfiladeiro: esportes como natação, beisebol e vôlei, levantamento de peso, trabalhos que exigem braços acima da cabeça, postura inadequada por longos períodos.

Como identificar

Diagnóstico da SDT

O diagnóstico é clínico — depende de uma avaliação cuidadosa com especialista — e pode ser complementado por exames de imagem e testes funcionais.

Como o diagnóstico é feito

1

Histórico clínico detalhado

Levantamento completo dos sintomas, duração, o que piora e o que melhora, histórico de lesões e atividades físicas ou profissionais.

2

Manobras provocativas

Testes de movimento específicos (como o Teste de Adson e o EAST test) para reproduzir os sintomas e identificar a posição de compressão.

3

Exames de imagem e funcionais

Exames complementares para confirmar a SDT, identificar a localização da compressão e descartar outras causas dos sintomas.

4

Diagnóstico diferencial

Exclusão de hérnia de disco cervical, síndrome do túnel do carpo, angina e outras condições com sintomas semelhantes.

Exames que podem ser solicitados

Radiografia de tórax e coluna cervical
Tomografia do tórax e/ou coluna vertebral
Ressonância magnética
Angiotomografia dos vasos sanguíneos
Eletroneuromiografia (ENMG)
Eco Doppler vascular dinâmico
Exames de sangue
Opções terapêuticas

Tratamento

O tratamento varia conforme o tipo de SDT e a gravidade dos sintomas. O objetivo é reduzir os sintomas e prevenir complicações.

Primeira linha

Fisioterapia

Principal tratamento inicial para SDT neurogênica. O fisioterapeuta aumenta a amplitude de movimento do pescoço e dos ombros, fortalece os músculos e promove melhor postura. A maioria dos pacientes observa melhora significativa dos sintomas com esse tratamento.

Suporte clínico

Medicamentos

Analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor durante o tratamento conservador. Nos casos com comprometimento vascular, podem ser indicados anticoagulantes para prevenir ou dissolver coágulos sanguíneos.

Quando indicado

Cirurgia

Indicada para SDT arterial e venosa, e para casos neurogênicos que não respondem à fisioterapia. A cirurgia de descompressão remove osso ou tecido que causa a compressão. Outras técnicas corrigem problemas nos vasos para restaurar o fluxo sanguíneo normal.

Avaliação especializada

Quando Procurar o Especialista?

Não espere que os sintomas desapareçam sozinhos. Procure avaliação se você se identificar com alguma das situações abaixo.

Perguntas para fazer ao especialista

Qual tipo de SDT eu tenho e qual é a causa provável?
Quais tratamentos você recomenda e em qual sequência?
Como saberemos se o tratamento está funcionando?
Se precisar de cirurgia, quais são os riscos?
Que mudanças devo fazer na minha rotina durante o tratamento?
Como posso aliviar os sintomas em casa enquanto aguardo?
Qual é minha perspectiva de recuperação a longo prazo?
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Médico

Dr. Ricardo Amaral Gurgel

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